Quinta-feira, Março 03, 2005

Domingo, Fevereiro 20, 2005

muita bobagem
Quanto tempo eu ainda preciso? Ah, eu não sei.
Sinto uma dificuldade imensa em dizer algumas coisas e pior ainda, quando reflito sobre minhas escolhas. Pare pra pensar, eu não consigo.
Está tudo muito errado, do cisco no olho ao andar vacilante.

Meus olhos estão vazios.

De vez em quando um arrepio surge de cada lado do corpo.

Nada nesta mão, tampouco nesta outra. Estou me repetindo. Realmente, eu não saio do senso comum. Eu nunca resolvo nada.

Eu me sinto como uma palhaça. Gostaria que alguém cuidasse de mim.
Será que alguém pode ser tão ridículo?
Mas é claro que pode.
Eu só tenho o meu cansaço e a cabeça desordenada.
Eu desisti de fato. Eu, que sempre trouxe o mundo às costas.
Mil anos se passaram. Não foi isto o que aconteceu?
É só uma piada.
Não há nada pra se lamentar.

Eu ainda ouço o seu sorriso, o sorriso de tanta gente q não está mais por aqui.


Eu quero meus livros e minhas coisas bonitas. Onde elas estão?
Eu tenho muita saudade e uma vontade de chorar.
Coisas bonitas.

Será que existe algo belo tão próximo agora q eu só não esteja enxergando?

- Me leva pra passear um dia na rua, deixa eu prestar atenção no jeito que vc caminha, deixa eu olhar teu sapato e perceber muito bem os teus passos e calcular finalmente a diferença entre a gente.

Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

Passe a mão em minha cabeça.

Me dê sempre seu afeto.

Eu sou só uma criancinha.

Sábado, Fevereiro 12, 2005

extremamente sozinha, desamparada, letárgica, coisa bonita de se ver.
meu sorriso não tem a menor graça.

gostaria de achar graça. gostaria.

talvez eu concorde com a amiga, não se sabe muito o que é sonho, fantasia, real.
mas o que se há de fazer, então, então?

Sábado, Fevereiro 05, 2005

Gostaria...
Só pra distrair um pouco a cabeça.

máscara negra.

Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão

Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
A mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval

Não vou sair do lugar.
Gostaria de ir a uma festa hoje.

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Eu tava relendo aquele post longuíssimo, realmente está carregado de ...auto-exigência.
- Chorona!
O sol abriu de vez, clareando as árvores e as grandes folhas do jardim.
Passei mal durante a noite e daqui a pouco terei de ir ao médico.

Está um dia claro, o sol aparece um pouco e digo, mesmo estando doente, nada melhor do que ficar em casa bem no meio da semana.
Eu não fui trabalhar.

Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

deve ser cansativo...

me desculpem.
psiquê.
Fui até ao dicionário simplesmente para conferir o sentido da palavra "ideal", não conseguia me concentrar, como há muito vem acontecendo. Mas era uma simples questão entre sinônimos, "objetivo" e "ideal" seria então a mesma coisa?
Bem, segundo o pai dos burros, ideal é uma aspiração profunda, objetivo. Taí, iguais.
Não deixava de tocar o plano do imaginário a palavra ideal, sim, um idealista pode não sair de um plano "aéreo".
Mas foram assim as coisas, teriam um mesmo sentido.
Em um quadro bem anterior a esta cena, estava eu abrindo e-mails e dei de cara com uma mensagem de um professor de um colégio excelente lá de vinhedo.
Era só um convite pra usar sms, seja lá o que for isto, com certeza ele tem um lista imensa de endereços eletrônicos e nem pensou duas vezes em me convidar.
Não me lembro direito até do rosto dele.
A palavra "objetivo" simplesmente surgiu porque em um tempo não muito distante, uns três semestres antes do fim de minha graduação, tive muita vontade de trabalhar com ele, trocamos mensagens e me ofereci para trabalhar com sua turma na montagem de um jornal. Um trabalho voluntário, mas poderia me garantir uma chance de ser efetiva na escola.
Mas de fato o objetivo inicial não estava claramente delineado, de fato arrumei alguns empecilhos, como a distância, de fato me acovardei diante da idéia de começar a lecionar logo em um colégio daqueles (isto é a única verdade) e
desisti da idéia.
Tão logo esqueci. Esqueci simplesmente, não quis mais saber. Foi rápido demais este esquecimento. Não me cobrei, tampouco ninguém me cobrou.
Só me recordei hoje de todo aquele período de expectativa.
Fui de fato idiota.
Depois fiquei perambulando por outros caminhos, em outras escolas, cursinhos, plantões de redação, depois as coisas não se firmaram, e o primeiro emprego depois da graduação talvez já faça um ano em março.

Eu me vejo dez mil anos depois em um espelho, agitando um pouco os braços, e exigindo: - vamos lá, o que vc me tem a dizer, quais são os seus grandes ideais?
Não combinam também esta posição intimadora e esta voz tão frouxa.
O que provoco é apenas uma gargalhada irônica, deste lado de cá, e logo tudo se desfaz em uma imagem nebulosa.

Um presente pra mim por menor que fosse, eu não tenho. Ou melhor, o turbilhão cá dentro não se desfaz, há um excesso de qualquer coisa.

Fora o esquecimento incômodo de quase todo dia e a incoerência em alguns textos, tudo está perfeito. Praia lisa, ondas ordenadas....

Tudo pode ser muito romântico, mas não o é.